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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A maldição dos chunky heels.

Stella McCartney

Ora bem podia ser o nome de um filme de terror dos anos 90, mas trata-se mesmo do calçado que a mulherada adora.  Stella McCartney foi o nome mais sonante no seu ressurgimento, no entanto outros já o haviam tentado. Assumidamente, nem casas de elevado bom gosto lhes resistiram (veja-se Dior, Chanel, Celine ou Miu Miu, só para enumerar algumas). 

Uns bonitos botins Miu Miu

A inspiração surge dos anos 70, década de exageros e controvérsias várias ao nível social. Se até então houve necessidade de se alterar o paradigma do salto refinado, muito elegante e até um pouco coquette, não creio que hoje seja preciso cair-se em tamanho descomedimento.  


De há uns tempos para cá, felizmente, a tendência assumiu-se menos grosseira, e o calçado feminino lá retomou o bom caminho. Tropeços à parte, também eu tive o meu par de chunky heels e quem não se lembra da histeria das litas? No entanto, lá se ficaram em 2013 e, valham-nos todos os santinhos, tão cedo, não me parece que voltem, embora admita que podem ter algum encanto quando bem introduzidos numa toilette revivalista, por exemplo. 
No entanto, com litas postas de lado , que raio andam a calçar as mulheres portuguesas? Julguei que o disparate tinha amainado e que voltaríamos todas ao bom caminho, aos mares calmos dos botins despretensiosos, de boa qualidade, aos stilettos em cores neutras e básicas, sem grande alarido, às bonitas e elegantes ballerinas. Pois pareço ter-me enganado e anda uma razia de gente a calçar como as desmioladas da Casa dos Segredos, assim muito ao estilo Seaside, para acompanhar em bom as leggings de lycra e o casaquinho de pêlo sintético da Bershka. 

O malfadado botim. 





quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O mercado em segunda mão e alguns descuidos frequentes.

Kimono vintage
Por cá, embora não seja novidade, só há alguns anos é que se tornou aceitável o mercado dos artigos em segunda mão. Somos sempre, ligeiramente, mais preconceituosos e não há povo com mais manias de novo riquismo do que o português. 
O facto é que este sector, em expansão, apresenta inúmeras oportunidades para o consumidor, todavia, acautelem-se, porque pode impor-se um engano de todo o tamanho. Vejamos: 

Moschino Vintage
Artigos de boa qualidade, duram imensos anos, mas são caros e, por norma, não são extravagantes. São estes os melhores artigos a comprar numa loja vintage e/ou em segunda mãe. Há carteiras com mais de 20 anos, impecáveis, de qualidade inquestionável, que, por vezes são uma herança de família que já ninguém quer. Tenho uma Moschino de 80's que é um desses casos. São clássicos que não passam, simplesmente, de moda. Echapes, cachecóis, chapéus, luvas também podem ser bons achados, se forem de boa qualidade. 
Em relação a outras peças, põe-se a questão dos tamanhos. Se não vestir eximiamente, mais vale deixar de lado, porque o custo de arranjo pode ser elevado e a longevidade pode não justificar mais essa despesa. Claro que se for um tailleur Chanel, pense duas vezes. 
Hoje em dia, já há imensos grupos no facebook dedicados à venda de artigos em segunda mão, no entanto, não raras vezes, o fenómeno dispersa para o disparate. Não faltam roupas de qualidade duvidosa, por si peças inicialmente baratas, na qual o comprador terá uma redução entre 30 a 50% de desconto, mas que não representa uma relação qualidade/preço justificável. Se os seus olhos penderam para este género de artigos, mais vale guardar o dinheiro ou pagar um lanche a uma amiga. 
Em relação aos artigos que tem por casa e que não usa mesmo, vender será sempre uma boa alternativa, mas seja humilde quando colocar um preço e só venda coisas em bom estado, com fotos nítidas, em ambiente limpo, sem muita informação. Não se esqueça que a apresentação vale 50% do seu negócio. Uma peça bem engomada vende-se muito mais rápido do que uma peça mal amanhada, mesmo que de qualidade inferior. 
Truques à parte, o negócio dos artigos em segunda mão podem representar um bom investimento para quem vende e para quem compra, desocupa-lhe espaço precioso no armário, e se conseguir um bom achado, pode poupar imenso dinheiro. Para tudo na vida é preciso parcimónia, ponderação e algum bom gosto. 


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Isto há coisas, ou melhor, estilos que não lembram ao diabo.

Ao dar a olhada rotineira pelas publicações de moda online, deparei-me com umas fotos da Elle que, numa tentativa infrutífera, ou melhor, sem miolos, tentava dar umas dicas às leitoras de como se poderiam agasalhar para este tempo, usando, para isso, como inspiração as fashionistas - See how the fashionistas are styling the icy conditions in New York in between the shows. 



Por entre fotos vai que encontro esta senhora, Irene Kim, que já vi vestir lindamente, com esta toilette que de bonita talvez só tenha a particularidade de poder constar numa espécie de freak show. Não sendo propriamente uma entendida em todas as matérias, procuro encontrar um equilíbrio entre as peças que uso, como venho falando por aqui. Claro que sou adepta do polido e despretensioso, mas tolero muito bem algumas peças statement que, quando bem usadas, dão outro brilho a uma senhora. Não querendo, no entanto, parecer-vos fastidiosa com esta abordagem, o que vejo na senhora Kim é um casaco de pêlo volumoso - que corre o risco de calamidade de ser pêlo verdadeiro, shame on you, Irene -, uma sweater três tamanhos acima, uma saia de estação quente ou, quanto muito, meia estação, mal amanhada, e uns ténis que, sinceramente, me parecem o menor dos pecados. De facto, não compreendo o que se anda a passar com a cabeça das senhoras, se pretendem ser umas man repeller, se entendem que colocar uma mixórdia de trendy no corpo faz delas um exemplo de estilo, vá-se lá saber. Pois o meu conselho é: invente-se menos, respeite-se mais o clássico e reinvente-se com sentido estético. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Dica de estilo #3


Não há pachorra para o frio e para a chuva, é bem verdade. Mas não há estação mais chic do que o Inverno. Isso não há e podem vir com a conversa maçadora do sol, do calor, da praia e afins que eu fico-me pelos magníficos casacos de frio e as malhas bonitas. 
Pois o estilo a recriar não tem muito que se lhe diga, porém funciona na perfeição. Jeans boyfriend, stilettos, camisola de malha e sobretudo masculino. Por baixo da malha, se houver a necessidade, pode usar-se uma camisa branca (como na imagem). Eu, como não sou muito friorenta, dispenso bem. Finalizamos com uma carteira de qualidade e temos um look bonito, pefeitamente adaptável para o quotidiano se substituirmos os sapatinhos por algo igualmente feminino, mas consideravelmente mais confortável. 

domingo, 19 de janeiro de 2014

Amy Adams, ruivinha esperta.

A menina é bonitinha e tem uma daquelas elegâncias de mulheres de tez clara, muito imperiais. É raro ver-lhe algo pelo qual me apaixone. Ou escolhe os tediosos nude que pouco fazem por ela ou inventa de usar uns decotes género cai-cai que lhe ficam, sejamos honestas, mal. 
Quando vi o modelo seguinte, ia jurar que era Stella McCartney, mas não é, minhas senhoras. Trata-se de um Antonio Berardi lindo de morrer, sem brilhos, polido, bem ajustado ao corpinho e com uma cor fabulosa que foi lindamente com a sua pele de porcelana.  Styling também perfeito - cabelinho ruivo com apanhado clássico chic. E é assim que uma senhora se apresenta em ocasiões que requerem elegância ao extremo. 


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Dica de estilo - outfit by Christopher Kane #2


Não tem muito que saber e funciona sempre: jeans, slippers e camisa branca. Não há como errar. Aqui o toque especial são os jeans rasgados, mas se não for adepta deles, pode dispensá-los perfeitamente. Com uma carteira bonita, tem um outfit casual sem esforço. Agora com o frio, vista um blazer, um bomber jacket ou denim jacket e um sobretudo para se proteger - vestindo-se por camadas.  

Color me


Dizem os especialistas que o rosa vai ser a cor forte para o tempo quente. Na verdade, há imensas tonalidades de rosa, desde o pálido, quase porcelana ao quase fluorescente. Para mulheres de pele leitosa, o mais indicado é um rosa bastante assumido, bem forte para criar um paradoxo entre a tez e a roupa. Há também mulheres de pele muito clara que optam por rosas pálidos, pastel. Não fica mal, mas esmorece a figura a menos que a maquilhagem esteja irrepreensível e acabe por dar a luz que falta, nomeadamente um bâton vermelho ou um eyeliner bem definido. 


As mulheres de tez trigueira ou negra devem optar pelos rosas mais delicados, embora não lhes seja proibido os tons mais fortes. A regra é mesmo criar ao seu gosto. Desde que se sinta bem, arrisque.


Looks monocromáticos, só me arrisco em preto, branco ou vermelho, mas há quem faça funcionar com o rosa. Bom senso e visual polido devem ter-se em conta, mas é possível criar visuais muito interessantes. 


Não possuo uma única peça rosa no meu guarda-roupa. Talvez me aventure por uma ou outra peça, mas mais como apontamentos de cor com jeans e parte de cima branca ou preta, nuns sapatos bonitos ou numa carteira. 








sábado, 4 de janeiro de 2014

Sapatos obrigatórios - stilettos


Tenho verdadeira admiração por sapatos rasos, para o dia-a-dia, sem canseira, pés moídos, pernas numa lástima. Ser prática tem tanto de feminina como vestir um bom black dress para uma ocasião especial. 

Carvela by Kurt Geiger
No entanto, isso não invalida que tenhamos alguns reforços lá por casa, nomeadamente os imortais stilettos. Para mim, não há sapato mais chic e elegante do que este. Fica bem em diversas toilettes, desde as mais sofisticadas às mais casual. Tenho um par que uso há mais de um ano, Carvela by Kurt Geiger, que comprei numa promoção fantástica e é impressionante a quantidade de vezes que os usei para saídas formais ou mais informais. Prestam-se a tudo menos para dias de trabalho/escola ou passeios pela cidade. Se optarem por um par de qualidade inquestionável, têm um verdadeiro aliado por anos a fico. Para as senhoras que ainda não têm, pois podem perfeitamente aproveitar os saldos e comprar uns stilettos bonitos, de cor neutra (que se preste a várias combinações), de salto indicado para as arrelias de cada pé e de material bom. 



De momento, talvez me perca por outro par. Pondero um modelo metalizado, branco, vermelho ou nude (dado que o clássico preto já tenho), para looks all black ou para misturas improváveis.  




terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Muito mau ar e afins.

Embora não me dedique a saídas na noite da passagem de ano, um cafezito é habitual, nem que seja para me obrigar a vestir a rigor para dar as boas-vindas ao ano vindouro. Como não sou pessoa de excentricidade, mantenho também todos ou outfits muito limpos e sóbrios, pelo que optei por umas calças estilo jogging pretas, um top de alças em crepe azul petróleo e um blazer branco e dourado. Com os adereços também dourados, uma carteira de boa qualidade e uns stilettos, não há maneira de errar. 
Efetivamente, se nos focássemos apenas no básico e despretensioso, talvez se cometessem menos erros. As meninas continuam a usar os pavorosos vestido bandage, de lycra de má qualidade, collants de vidro, saltos vertiginosos que arruinam a postura em segundos e todo um styling ao nível da maquilhagem e cabelos de bradar aos céus. Colorações a pedir manutenção, madeixas a lembrar os cabeleireiros Milu de bairro, maquilhagem exagerada e mal colocada. Blocos de base pelo rosto, ares pesados e um trago a menina que não se pode apresentar aos pais do namorado. 
Continua-se a dar mais valor ao pouco modesto, aos brilhos em exagero, aos tecidos de parda qualidade. Mas, minhas senhoras, até para vestir Zara é preciso ter-se porte. Uma mulher elegante, é elegante com Chanel, mas também não decepciona com fast fashion bem escolhido. A conjugação da deselegância com ares e trejeitos de meninas de maneiras dúbias, é desastrosa e, para ser sincera, já me canso de olhar para tamanhos disparates. 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dica de estilo - outfit by Stella McCartney #1

Pois que é verdade que venero o trabalho da designer por variadíssimas razões. Não nos valia já o facto de ser vegan, uma verdadeira senhora, com delicadeza e nobreza de espírito, ainda é talentosa na arte de criar e está a altura das grandes casas. Sobriedade, leveza, cores impactantes, peças muito polidas e um androgenismo na medida certa, fazendo um contrabalanço muito equilibrado entre uma figura perfeitamente feminina, com peças muito fáceis de usar e conjugar. 


O coordenado que vos trago hoje, resume-se a uma sweater de bom material, com mistela de cores fortes, uma espécie de jogging pants em crepe e corte de alfaiataria remodelado, e uns stilettos pretos. Mais simples é impossível. Ora funciona na perfeição. Para o dia-a-dia, pode-se recorrer a sabrinas, oxford shoes ou botins de salto razoável. Não há como errar. Preto, branco e laranja, com bom ar, bom-senso e elegância, resulta perfeitamente.