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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Sneakers ou calçado todo o terreno.

Cèline


Não me canso de dizer que saltos vertiginosos deixem-nos para certas ocasiões, que, para o dia-a-dia, há calçado bastante cool para usar sem preconceitos, que se prestam a combinações interessantes sem maçar os pés.


Burberry vegan sneakers.


Há uns dias andava a pensar nestes Dr. Martens e eis que encontro os sneakers Miss KG by Kurt Geiger, uma das minhas marcas de estimação pelo rigor dos acabamentos, pela escolha de materiais vegan em variadíssimos modelos e, porque, apesar de não ser barata, uma senhora pode sempre fazer algumas excepções e perder a cabeça, de vez em quanto. 


Boas ideias - trança tiara.


Botticelli




 Há tutoriais pelo youtube que parecem nunca mais acabar. Há-as embutidas, ou mais simples (imagem acima). São indicadas para cabelos compridos, pois claro, e representam uma ideia romântica que vai buscar um revivalismo de classe, cheio de feminilidade - veja-se as pinturas de Botticelli e de outros grandes nomes da Renascença (mulher idílica). 


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Peças-chave, segundo The Edit.


A publicação da Net-a-Porter é sempre de requintado gosto e é um bom almanaque para qualquer senhora que goste de estar informada sobre o que de melhor se vai fazendo na indústria da moda. Com a mudança das colecções, chega a necessidade de espreitarmos o que constitui bom investimento, quais as peças que funcionam sempre bem ou que possam tornar-se sôfregas aquisições. 



Vestido dourado ou com brocados, continua a ser um bom investimento. Sempre considerei preciosos, independentemente das tendências. 
A saia plissada representa um bom investimento, sempre. A mulher alta e esguia retira maior benefícios ao nível da silhueta com esta peça. Usar saia com elegância e decoro é um mandamento a reter, em qualquer altura. 


O vestido branco cai lindamente em qualquer tez, é leve, descontraído e intemporal. 


O casaco statement é uma das peças que a Edit contempla. Talvez seja o que menos sujeitaria a grande investimento. O Marc Jacobs da foto é encantador, mas daí a gastar uma pequena fortuna com ele... disso não tenho tantas certezas. 
Por outro lado, os pantsuit voltam à carga, mais femininos, menos andróginos e em padrões sóbrios.  


Vestidos com padrão floral não representam nenhum novidade nas estações quentes. Os mais tropicais ou tribais são ainda mais interessantes e são um bom foco de cor, mesmo para senhoras de pele alva. 



Culottes, para quem não sabe, são aqueles calções de comprimento considerável, larguinhos, que camuflam umas ancas mais avantajadas. 
O crop top é talvez o menos democrático por não poder ser usado ao desbarato, por qualquer pessoa. 


O jumpsuit é sempre um bom investimento para os dias quentes. Tem o condão de transformar um look em menos de nada e transfere sempre sofisticação. Quanto mais sóbrio melhor - ar mais dispendioso. 


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Color me


Dizem os especialistas que o rosa vai ser a cor forte para o tempo quente. Na verdade, há imensas tonalidades de rosa, desde o pálido, quase porcelana ao quase fluorescente. Para mulheres de pele leitosa, o mais indicado é um rosa bastante assumido, bem forte para criar um paradoxo entre a tez e a roupa. Há também mulheres de pele muito clara que optam por rosas pálidos, pastel. Não fica mal, mas esmorece a figura a menos que a maquilhagem esteja irrepreensível e acabe por dar a luz que falta, nomeadamente um bâton vermelho ou um eyeliner bem definido. 


As mulheres de tez trigueira ou negra devem optar pelos rosas mais delicados, embora não lhes seja proibido os tons mais fortes. A regra é mesmo criar ao seu gosto. Desde que se sinta bem, arrisque.


Looks monocromáticos, só me arrisco em preto, branco ou vermelho, mas há quem faça funcionar com o rosa. Bom senso e visual polido devem ter-se em conta, mas é possível criar visuais muito interessantes. 


Não possuo uma única peça rosa no meu guarda-roupa. Talvez me aventure por uma ou outra peça, mas mais como apontamentos de cor com jeans e parte de cima branca ou preta, nuns sapatos bonitos ou numa carteira. 








sábado, 4 de janeiro de 2014

Sapatos obrigatórios - stilettos


Tenho verdadeira admiração por sapatos rasos, para o dia-a-dia, sem canseira, pés moídos, pernas numa lástima. Ser prática tem tanto de feminina como vestir um bom black dress para uma ocasião especial. 

Carvela by Kurt Geiger
No entanto, isso não invalida que tenhamos alguns reforços lá por casa, nomeadamente os imortais stilettos. Para mim, não há sapato mais chic e elegante do que este. Fica bem em diversas toilettes, desde as mais sofisticadas às mais casual. Tenho um par que uso há mais de um ano, Carvela by Kurt Geiger, que comprei numa promoção fantástica e é impressionante a quantidade de vezes que os usei para saídas formais ou mais informais. Prestam-se a tudo menos para dias de trabalho/escola ou passeios pela cidade. Se optarem por um par de qualidade inquestionável, têm um verdadeiro aliado por anos a fico. Para as senhoras que ainda não têm, pois podem perfeitamente aproveitar os saldos e comprar uns stilettos bonitos, de cor neutra (que se preste a várias combinações), de salto indicado para as arrelias de cada pé e de material bom. 



De momento, talvez me perca por outro par. Pondero um modelo metalizado, branco, vermelho ou nude (dado que o clássico preto já tenho), para looks all black ou para misturas improváveis.  




quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Dourado arrojado.

Diana Kruger, como Helena de Tóia, em Troy de Olfgang Petersen

Já não é nova a paixão feminina pelos adereços de moda dourados. Jóias, carteiras, sapatos, brocados... O ouro ilumina até a tez mais pálida, aquece o look e contraria o pasmaceira de um monocromático. 
Não é à toa que as belíssimas mulheres que marcaram a história, usavam imponentes colares dourados, brincos, anéis pulseiras e tiaras. Vejamos Cleopatra, interpretada pela imortal Sra. Taylor, a exótica Rainha Olímpia, por Angelina Jolie, em Alexander, The Great ou mesmo Diane Kruger, na pele da fatídica Helena de Tróia. É bem verdade que se tratam de reconstituições cinematográficas, em grande escala, organizadas para massas - nem sempre fiéis à sua herança histórica -, mas há o cuidado de ser criterioso ao nível da caracterização, pelo que podemos, perfeitamente, beber inspiração nas suas personagens. 

Elisabeth Taylor, no filme Cleópatra, com papel homónimo, de  Joseph L. Mankiewicz

Como quem não tem cão, caça com gato, também hoje quem não tem meios para metais nobres, pode considerar materiais modestos, de qualidade aceitável. 





terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Fatos de alfaiataria para mulher.




Já há algum tempo que ando de olho num fato sóbrio, delicado, bastante feminino. A dúvida é se opto pelo minimalista preto ou arrisco em padrões e cores fortes.




sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Tropical Style


Há muitos anos que os padrões tropicais não viam a luz do dia. Começou com Versace, em 2011 e, a partir daí, foi dando tímidas aparições. Cores fortes, mistelas improváveis, cortes clean e visual muito feminino. 

 Cèline S/S 2014

 Hèrmes S/S 2014



Peter Pilotto S/S 2014

Se encontrarem pelos saldos que estão a chegar, pode ser um bom investimento para o tempo de calor. 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Slipper




Já aqui falei da minha paixão pelos sapatos rasos ou com saltos humildes, daqueles que se dispõem a um dia de trabalho cansativo sem atormentar os pés de uma senhora. Deixo, pois, alguns modelos de slippers, para inspirar as mais cépticas.





sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Wear something... black.


Fiona olhou as pupilas, do alto da sua beleza e porte imperial. Disse-lhes em tom irrepreensível: Girls, wear something... black. Usava um coordenado de casaco e saia lápis, meticulosamente ajustados ao seu corpo de Vénus sexagenária, toda ela muito polida, uma aparição de classe e sobriedade.
De facto, quando uma senhora quer elegância incorruptível, deve fazê-lo através do preto. Fica-nos sempre bem, é sóbrio, enigmático e, se acompanhado por uma maquilhagem irrepreensível e cabelos bem arranjados, não há como errar.
Em American Horror Story - Coven, souberam, com mestria, trazer o all black para outro patamar. Não só a the supreme witch com o seu estilo chic e clássico, mas também as meninas com um estilo bem mais edgy - vestidos leves e esvoaçantes, maxi ou pelos tornozelos, chapéus de abas, botas rasas com um ar tão cool como intocável. Aliado à pele de porcelana das três meninas e ao tom de chocolate intenso de Queenie (talentosa Gabourey Sidibe), seria impossível não funcionar na perfeição. Bom gosto inquestionável que me faz, certamente, olhar para American Horror Story - Coven, com outros olhos.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O fascínio pelo ballet e múltiplas inspirações.

A Primeira Bailarina por Edgar Degas
Desde tenra idade me sinto fascinada pelo ballet, os bailados clássicos, a excelente forma física dos bailarinos, a delicadeza das danças, que criam um paradoxo interessante, valendo-se de um esforço titânico entre o extremo da leveza e a dificuldade acrescida. Pergunto-me sempre se não se sentirão quase voar.

Degas, no auge da sua mestria, soube interpretá-lo como nenhum artista plástico o tinha conseguido anteriormente. Intrigado com os movimentos, a candura das bailarinas, todo o enlevo poético que existe em volta da nobre dança, pintou diversos quadros sobre a temática. A Primeira Bailarina, mundialmente conhecida mesmo para as mentes leigas - valendo-se da capacidade de lhes marcar a memória fotográfica - é o expoente máximo da beleza do movimento transportado para tela. Embora não seja apreciadora do impressionismo de Degas, faça-se justiça e assuma-se que conseguiu imortalizar-se com talento e desenvoltura mais do que suficientes.
Seria de esperar - não é um conceito novo - que todo o requinte do ballet, invadisse, de tempos em tempos, as passerelles. Se não tivermos saias ou vestidos pompom, temos, pelo menos, as formas revisitadas, o tule, a feminilidade das formas levada ao extremo. Veja-se, por exemplo, a coleção Red Valentino que há uns tempos vos mostrei.
Muito de vez em quando, encontram-se peças destas que vale a pena, efetivamente, ter no armário e usar nas ocasiões mais especiais.





quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Cenários dantescos para quem os quiser apreciar.



Dante's Inferno por Amo Nattini

Quem me conhece, sabe da minha antipatia e punhado de aversão pela exposição pública nas redes sociais, a demanda pela futilidade, o narcisismo vigente e aceite como ordem natural das coisas. Como se, enquanto dormíamos, alguém tivesse criado uma realidade paralela e nos anestesiasse com doses massivas de burrice e entorpecimento crónico. Que alguns são dados a papalvices das mais bizarras, isso já sei desde que me conheço como gente. O que me intriga e assusta - pois que havia o Sr. Eça de vir à terra uns dias para ver que conseguimos ficar mais pequenos do que já o éramos - é a debandada geral do pouco juízo até em pessoas que conheço, que julguei não se prestarem a patetices desses contornos e, quando uma senhora dá por si, lá aparece uma catrefada de frases feitas, posts foleiros, smiles por tudo o que é canto e umas quantas tolices que me fazem revirar os olhos, com a pouca paciência para a estupidez que vou, feliz ou infelizmente, tendo nos últimos tempos.
A título de exemplo, ontem deparei-me com uma foto do mais dantesco. Pois esqueçam as moças na praia a mostrar os dotes físicos e umas quantas tontas na discoteca agarradas a qualquer marmanjo. Uma menina, nua, com as maminhas cobertas com dois crânios de bovino e uma dose foleira de muita presunção, vira moda sem que nos apercebamos. E junta-se então mais uma círculo do Inferno cujo nome poderia bem ser: Facebook.