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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

H&M Design Award (2014)




O vencedor do ano 2014 do H&M Design Award é um jovem de 24 anos, de nacionalidade francesa, simples e distinto. Eddy Anemian conta que se inspirou na belíssima obra de Jean-Auguste Dominique Ingres e no filme I am love - nomeado para o Óscar de melhor figurino -, de Luca Guadagnino, para criar a coleção They Can Cut All The Flowers, They Cannot Keep Spring From Coming, romântica e ingénua. 


No site da marca, apenas uma peça está disponível, por enquanto, a um preço de segmento médio, o que pode constituir um bom investimento para as amantes do design de autor. 







quarta-feira, 29 de julho de 2015

Outro conto sobre a falsa ignorância.

Em relação à notícia que dá conta da insatisfação de Jane Birkin referente aos métodos de abate dos  crocodilos para a confeção das carteiras Hermés, com a sua assinatura, há diversos pormenores que me ocorrem. Vejamos: 
1 - Está bem que a senhora, recolhida no seu sossego, foi contactada pela PETA (e muitíssimo bem), sobre o assunto. Poderia ter-se abstido de fazer comentários, mas ficar-lhe-ia mal. No entanto, não desvalorizando o impacto que isto pode ter na mudança de paradigma - o que me parece estar muito longe de acontecer -, Jane Birkin nunca havia perdido dois minutos do seu preciosíssimo tempo para pensar a respeito? Não estão as notícias espalhadas para quem as quiser ler e/ou ver? Precisa realmente de ser interpelada para agir? Ora que maçada. 


2 - Em relação à marca francesa, de luxo inquestionável, que responde com luvas do mais fino tecido, há uma carência total de ética e de moralidade. Veja-se que se salvaguardam com o desconhecimento de causa, que aqueles pobres animais não são usados para as suas carteiras; que os seus, com sorte, até têm direito a spa e aos mais belos restaurantes gourmet



Façam-me rir, senhores! Estas vilanias são suportáveis pela maior parte dos consumidores, nos diferentes estratos sociais. Tanto o pobre como o rico gostam de ostentar. A feira das vaidades, porém, tem outro encanto quando se tratam de griffes milionárias e aí a crueldade não é apenas com as pobres vaquinhas, com as ovelhas e por aí fora. É também com os animais exóticos, porque há quem assim o demande. E, meus caros, se há quem compre e se passeie alegremente com estas modas da crueldade, então em que raio de mundo cremos andar para empresas abdicarem de lucros estrondosos? 

Já aqui deixei a minha opinião em relação a assuntos desta natureza (aqui e aqui), portanto, podem vir as Jane Birkins que vierem, que, a mim, por enquanto, não me turbam as vistas com falinhas mansas. 

sábado, 11 de julho de 2015

Belíssimas inspirações

Com tanta toilette linda de morrer pela Semana da Moda de Paris, vamos lá ver se as mulheres se inspiram. 









quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O mercado em segunda mão e alguns descuidos frequentes.

Kimono vintage
Por cá, embora não seja novidade, só há alguns anos é que se tornou aceitável o mercado dos artigos em segunda mão. Somos sempre, ligeiramente, mais preconceituosos e não há povo com mais manias de novo riquismo do que o português. 
O facto é que este sector, em expansão, apresenta inúmeras oportunidades para o consumidor, todavia, acautelem-se, porque pode impor-se um engano de todo o tamanho. Vejamos: 

Moschino Vintage
Artigos de boa qualidade, duram imensos anos, mas são caros e, por norma, não são extravagantes. São estes os melhores artigos a comprar numa loja vintage e/ou em segunda mãe. Há carteiras com mais de 20 anos, impecáveis, de qualidade inquestionável, que, por vezes são uma herança de família que já ninguém quer. Tenho uma Moschino de 80's que é um desses casos. São clássicos que não passam, simplesmente, de moda. Echapes, cachecóis, chapéus, luvas também podem ser bons achados, se forem de boa qualidade. 
Em relação a outras peças, põe-se a questão dos tamanhos. Se não vestir eximiamente, mais vale deixar de lado, porque o custo de arranjo pode ser elevado e a longevidade pode não justificar mais essa despesa. Claro que se for um tailleur Chanel, pense duas vezes. 
Hoje em dia, já há imensos grupos no facebook dedicados à venda de artigos em segunda mão, no entanto, não raras vezes, o fenómeno dispersa para o disparate. Não faltam roupas de qualidade duvidosa, por si peças inicialmente baratas, na qual o comprador terá uma redução entre 30 a 50% de desconto, mas que não representa uma relação qualidade/preço justificável. Se os seus olhos penderam para este género de artigos, mais vale guardar o dinheiro ou pagar um lanche a uma amiga. 
Em relação aos artigos que tem por casa e que não usa mesmo, vender será sempre uma boa alternativa, mas seja humilde quando colocar um preço e só venda coisas em bom estado, com fotos nítidas, em ambiente limpo, sem muita informação. Não se esqueça que a apresentação vale 50% do seu negócio. Uma peça bem engomada vende-se muito mais rápido do que uma peça mal amanhada, mesmo que de qualidade inferior. 
Truques à parte, o negócio dos artigos em segunda mão podem representar um bom investimento para quem vende e para quem compra, desocupa-lhe espaço precioso no armário, e se conseguir um bom achado, pode poupar imenso dinheiro. Para tudo na vida é preciso parcimónia, ponderação e algum bom gosto. 


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A pregar em vão.

Doris Day
Uma mulher realmente tem classe quando rejeita que um animal morto seja colocado sobre os seus ombros. Só assim será realmente bela. (Doris Day)

Não me canso de ser acérrima defensora de alguma sensibilidade e bom senso. Bem sei que nós mulheres temos deveres e virtudes que não estão ao alcance dos homens, por muito que os tempos mudem, as mentalidades evoluam. Uma mulher será sempre, inevitavelmente, um ser mais belo, mais sensível. Pedir-se-á muito mais de uma senhora do que de um cavalheiro. No entanto, não confundamos as coisas. Lá porque uma mulher, para além de ser uma profissional respeitável, dona da educação e da razão, que por vezes, fragilmente, dá lugar às questões do coração, não quer dizer que não deva ser bela, num sentido que nada tem a ver com frivolidades - e com isto mais profundamente me refiro não às formas físicas, mas à inteligência nos modos, na maneira de vestir, no conhecimento que têm do seu biótipo, dos seus pontos fortes e das suas fragilidades. 
O conceito de beleza, como já algumas vezes referi, vai para além das formas físicas, é aquilo que transparece, algo que vem de dentro para fora, é um cultivar da mente que se denota na delicadeza dos gestos e atitudes, na maneira como vestimos, como nos penteamos, como queremos que o mundo nos veja. O que vestimos será sempre o espelho do que almejamos para a nossa vida. Por muito que muitas senhoras feministas desenfreadas o contradigam. 
Kate Moss envergando um casaco de pêlo. 
Quando vejo publicações de moda fazerem vénias desmedidas a toilettes como a de Kate Moss, confesso que fico com os nervos em franja. Se bem se lembram de Jayne Meadows, senhora belíssima, inteligente e perspicaz, uma mulher à frente do seu tempo, que nos ensinou - ou deveria, para as mais distraídas - que de uma mulher espera-se, acima de tudo, uma atitude delicada. Usar peles vai contra todo o conceito de fraternidade, amor pelo próximo, respeito pela mais pequena forma de vida. Costuma-se dizer que se queremos viver pacificamente, devemos adotar o mantra vive e deixa viver. Nunca, por mais que senhoras de índole pusilânime o registem nos meios de comunicação e criem verdadeiras seitas da moda, matar será uma questão de estilo e elegância. Claro está que não me parece, atendendo às atitudes da senhora Moss, que abunde muito discernimento e inteligência, mas seria pedir demais se se esperasse alguma sensibilidade? 

sábado, 1 de março de 2014

Ave Ralph & Russo



A caminho da cerimónia dos Óscares, nada como relembrar um pouco de old Hollywood pelo génio dos fabulosos  Ralph & Russo. Tecidos corpulentos, cores femininas, cinturinhas marcadas, luvas, decotes bailarina e outras quantas maravilhas. 


Se não houvesse tanta pata brava por aquelas bandas, era bem capaz de arriscar um destes para a passadeira vermelha de amanhã. A ver vamos se alguma senhora europeia ou asiática faz as honras de marcar com real sumptuosidade uma terra de toscos. Lembremo-nos da bonita Fan Bingbing em Marchesa, na edição anterior. 



sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Trash by Moschino.





Tenho verdadeira adoração pelas carteiras Moschino e por alguns casacos statement que a marca foi criando ao longo dos seus mais de cem anos de história. Não obstante do conceito de luxo acessível por menos dinheiro - mesmo assim, acima das possibilidades da maior parte dos portugueses - criou também a Love Moschino, que lá vai fazendo peças interessantes e acessórios que são verdadeiras preciosidades, se respeitarem os clássicos da marca italiana. 
Isto talvez seja um novo paradigma para ver as marcas de luxo. Ascenção meteórica através do pouco talento ou total ausência dele, dando-se um enorme relevo aos escândalos sociais e à camada de jovens histéricos que cada celebridade encerra em formato de seguidores no seu facebook. Rita Ora (who?!) e Katy Perry não são mulheres elegantes e não me venham para aqui pregar que cantam bem e que representam o novo riquismo. Na minha terra, não passam de patos bravos que sabem vender muito bem a sua imagem. O trash esmagou o bom-sendo das pessoas, efectivamente, e já nem a casa italiana escapa. Ensadeceram o mundo da moda e, a julgar pelas imagens, não tarda, coxas fartas em roupa petit, cabelos com raízes visíveis, maquilhagem exagerada e uma boa dose de ausência de postura, será o apogeu do estilo. A mim não convencem, certamente, e remato com uma ideia peregrina: nova linha Trash by Moschino. 




quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Amigas leitoras, pois aqui partilho convosco uma pequena relíquia.

Há melhor notícia para uma mulher que ter conhecimento de uma loja online, que vende aquelas marcas quase inacessíveis a mais de 50% de desconto? Pois que divido, amigavelmente - que nós mulheres passamos demasiado tempo e energia a desgraçar-nos em absurdos, ao invés de compartilharmos as coisas boas da vida - convosco um dos Édens na terra virtual. Os portes, para Portugal, ficam em 15 euros. É bem verdade que não é barato, no entanto, se encontrarem uma verdadeira relíquia, creio que vale a pena o investimento extra. Divirtam-se, caras leitoras! 


Marc by Marc Jacobs

Versace

Dolce & Gabbana

Dsquared2

Emilio Pucci

Emporio Armani





quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Carteiras e mochilas Chanel S/S 2014

Veja-se que bonitas que estão as carteiras da coleção Spring/Summer 2014 do Sr. Lagerfeld. Rompeu-se com o modelo rígido, em pele, para dar lugar às sarjas e ao polipropileno. 










segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Sneakers ou calçado todo o terreno.

Cèline


Não me canso de dizer que saltos vertiginosos deixem-nos para certas ocasiões, que, para o dia-a-dia, há calçado bastante cool para usar sem preconceitos, que se prestam a combinações interessantes sem maçar os pés.


Burberry vegan sneakers.


Há uns dias andava a pensar nestes Dr. Martens e eis que encontro os sneakers Miss KG by Kurt Geiger, uma das minhas marcas de estimação pelo rigor dos acabamentos, pela escolha de materiais vegan em variadíssimos modelos e, porque, apesar de não ser barata, uma senhora pode sempre fazer algumas excepções e perder a cabeça, de vez em quanto. 


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Peças-chave, segundo The Edit.


A publicação da Net-a-Porter é sempre de requintado gosto e é um bom almanaque para qualquer senhora que goste de estar informada sobre o que de melhor se vai fazendo na indústria da moda. Com a mudança das colecções, chega a necessidade de espreitarmos o que constitui bom investimento, quais as peças que funcionam sempre bem ou que possam tornar-se sôfregas aquisições. 



Vestido dourado ou com brocados, continua a ser um bom investimento. Sempre considerei preciosos, independentemente das tendências. 
A saia plissada representa um bom investimento, sempre. A mulher alta e esguia retira maior benefícios ao nível da silhueta com esta peça. Usar saia com elegância e decoro é um mandamento a reter, em qualquer altura. 


O vestido branco cai lindamente em qualquer tez, é leve, descontraído e intemporal. 


O casaco statement é uma das peças que a Edit contempla. Talvez seja o que menos sujeitaria a grande investimento. O Marc Jacobs da foto é encantador, mas daí a gastar uma pequena fortuna com ele... disso não tenho tantas certezas. 
Por outro lado, os pantsuit voltam à carga, mais femininos, menos andróginos e em padrões sóbrios.  


Vestidos com padrão floral não representam nenhum novidade nas estações quentes. Os mais tropicais ou tribais são ainda mais interessantes e são um bom foco de cor, mesmo para senhoras de pele alva. 



Culottes, para quem não sabe, são aqueles calções de comprimento considerável, larguinhos, que camuflam umas ancas mais avantajadas. 
O crop top é talvez o menos democrático por não poder ser usado ao desbarato, por qualquer pessoa. 


O jumpsuit é sempre um bom investimento para os dias quentes. Tem o condão de transformar um look em menos de nada e transfere sempre sofisticação. Quanto mais sóbrio melhor - ar mais dispendioso. 


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Zara - colecção Primavera/Verão 2014

A gigante espanhola está melhor, já aqui havia escrito. Tem peças irrepreensíveis, mas também as tem que são verdadeiras decepções. Resta-nos saber escolher e muito bom-senso para não perdermos uns bons euros em roupa de parda aparência. Do que tenho visto, para além dos acessórios que coloquei por aqui, gostei de algumas peças e calçado. A ver vamos se valem mesmo uma ida à loja.