sábado, 11 de janeiro de 2014

Toms

É certo que ainda é cedo para usá-los. Este ano talvez compre um par dos icónicos Toms. Para o tempo de calor são uma maravilha. A ver vamos se a qualidade é mesmo aquilo que se fala por aí. 


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Maçada da noite.

Está uma senhora deitada, em dor agonizante de enxaqueca, e ouve um estrondo vindo da cozinha. O chão alagado, um barulho ensurdecedor como o centrifugar de uma máquina de lavar roupa e uma boa hora e meia a limpar tudo. Água desligada, banho adiado, as dores cá estão e eu continuo a pensar numa forma de contornar as coisas. Em alturas como estas, pergunto-me se morar sozinha é de facto o apogeu da liberdade feminina. Agora fazia-me falta um cavalheiro dotado de capacidades para a bricolage. 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Sensibilidade e bom senso

Simone de Beauvoir
Simone de Beauvoir faria hoje 106 anos se ainda fosse viva. Pouco provável para uma mulher que viveu com tamanha intensidade. Dedicou-se, entre uma imensidão de coisas, aos estudos feministas - Segundo Sexo -, em meados do séc. XX, pouco depois da Segunda Grande Guerra ter terminado, levada no encalço das mudanças abruptas que seriam obrigatórias na educação e mentalidades das senhoras da época. 

Retrato a óleo de Jane Austen
Muito antes dela, já outras o fizeram. Jane Austen, em plena revolução industrial, seguiu os novos valores e rompeu com tradições já enraizadas há séculos no papel feminino na sociedade. Coincidência ou não, a escritora nunca viria a casar e conseguiu a sua independência financeira à custa da sua desenvoltura para a escrita e a sua incontornável capacidade de observar o comportamento humano. 

Longos anos passados, imortalizaram-se mulheres de força e vontades indestrutíveis, mas esqueceu-se a sua importância e a sua mensagem passou a ser indecifrável para as gerações de mulheres do séc. XXI. Talvez tenha havido uma confusão criada a certo ponto. Quando falamos de Sensibilidade e bom senso, falamos de saber ser-se mulher. A uma senhora pertence delicadeza, saber estar, bem vestir, falar com modos, manter o seu orgulho e a cabeça erguida em todas as situações, conhecer a sua força, mas também as suas fragilidades. Trabalhar o que se tem de agradável e mitigar o desagradável, porque nem todas nascemos com a mesma instrução e/ou educação. Self made woman é, talvez, o termo mais aplicável para as necessidades da contemporaneidade. Buscar conhecimento onde há lacunas evidentes, ser incansável no resgate das boas maneiras e aprender onde é o seu lugar. Cada coisa no seu lugar, cada pessoa com o seu espaço e o seu propósito. 

Sense & Sensability de Ang Lee, baseado no livro homónimo de Jane Austen
Ter direito ao voto, a romper matrimónios, à independência económica, à sexualidade desprovida de falsos moralismos, não invalida que não sejamos polidas. Hoje as senhoras perdem-se em trivialidades, como há 100 anos. No entanto fazem-no de forma mais escabrosa, talvez até mais rudimentar. Boçalidade nunca será agradável, passem-se os anos que se passarem. Jeitos de meretriz, vocabulário escasso, cabecinhas ocas e mentalidade de Casa dos Segredos não faz nada por nenhuma mulher. 

Português de referência.

Há uns dois anos, a minha irmã foi ao Outlet de Vila do Conde e trouxe para casa um blazer fabuloso Ana Sousa. Caimento perfeito, acabamentos irrepreensíveis, design português e fabrico também ele português. 
Hoje dei uma volta por uma loja, em saldos, e fiquei encantada com as peças. A referência que tinha já era boa, portanto, nada que não estivesse à espera. De aproveitar, porque os saldos servem para isso mesmo. Para comprar de qualidade a preços razoáveis. 






segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

E por falar neles...

Sapatos perfeitos são como os homens. Basicamente, difíceis de encontrar, ludibriam pela beleza e, quando os vislumbramos, já não conseguimos pensar noutra coisa. 
E por falar neles, vai que encontro estes scarpins vermelhos, lindíssimos, da Menbur. 


domingo, 5 de janeiro de 2014

Resort Stella McCartney 2014

Dando as boas-vindas à Primavera vindoura, nada como espreitar a coleção Stella McCartney Resort. Já não é de agora que digo que é umas das minhas designers preferidas. Uma senhora em todas as componentes. Bonita, elegante, de traços gentis e com uma moralidade sustentável que se vê em cada peça. 



A reter: cores suaves, jogging pants, bomber jackets, calças de alfaiataria, vestidos ladylike, print animal discreto e padrão florido. 


sábado, 4 de janeiro de 2014

Resolução 2014 - livros


Fiódor Dostoiévski
Nunca fui pessoa de listar o que é premente fazer todos os anos. O que é mesmo necessário, não esquecemos, mas podemos abandalhar as coisas um bocadinho. Quando damos por ela, já andamos ligeiramente perdidos. Acontece-me o mesmo quando falto a uma aula. Na semana seguinte, volto e parece-me tudo tão diferente, fico deveras baralhada e torna-se bem mais penoso, pelo que levar a rotina com regras e alguma tranquilidade ajuda a que nos sintamos em paz. 
Em 2013 acabei por ler bem menos do que aquilo que pretendia. Não por falta de tempo, mas por ociosidade, inércia do género vou ver aqui uma série ou filmito no computador. Vai daí, começa-se a perceber que o Siddhartha ainda está na prateleira a ganhar pó e que tenho o Humilhados e ofendidos para ler há mais de um ano (assim como Gente pobre e O eterno marido). O último que li, de Tolstói, maçou-me. Gosto do autor e admiro toda a sua filosofia de vida, mas o Ressurreição, Máslova e a sua indecência, o emaranhado do mesmo e do mesmo, e toda uma assaz burguesia da personagem principal, em busca de restos de moralidade, tornou-se fastidioso. Faltam umas boas 80 páginas para o final e talvez não o retome. Raramente deixo um livro por acabar. Há muitos anos, deixei Em busca do tempo perdido a meio.  Tenho o desejo de recomeçá-lo. Na altura tinha 17 anos e tornava-se demasiado pesado para a minha jovialidade. Portanto, a verdadeira resolução para 2014, para além do que, para mim é óbvio, será, pelo menos, arrumar o stock de livros da minha prateleira e buscar, uma vez mais, aquele prazer perdido das tardes chuvosas a ler Eça de Queirós. Porque sempre acreditei que nada é tão enriquecedor como a leitura.