segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Dêem-me Dior, senhores!

Christian Dior Cocktail Dress "Margrave" (1948, revista Life)


A perfídia de Boccacio.

História de Nastacio degli Onesti (1483), por Botticelli. 

Podemos ler em Decâmeron de Boccacio, uma das histórias de crueldade mais insana da Renascença. Nela subentende-se a carolice humana, o querer porque sim, aquele se me deixas, mato-me e nunca mais me vês que tantas mulheres e homens usam em tempo de lamúria, com paixões febris e que se vivem apenas por um dos lados, sendo obstante à outra pessoa que se compromete num relacionamento e que decide, por direito à individualidade, por razões várias, por vezes com uma dor dilacerante no peito, que à relação se deve dar um término. 
Nastacio degli Onesti, de Ravena, procura a solidão numa floresta de pinheiros, infeliz por causa da mulher amada, que recusou casar com ele. Vê subitamente a bela mulher, nua, ser perseguida por um cavaleiro a cavalo e atacada pelos seus cães. A cena dramática prossegue, com o cavaleiro dando um fim à vida da donzela, arrancando-lhe o coração do peito e as entranhas, para dá-las como alimento aos cães. 
Porém, para espanto do pobre Nastacio, envolto em estupefacção perante tamanha crueldade, a mulher aparece viva e sem sinais de violência. Regenerara-se graças a um castigo que lhe fora imposto, não só a ela, mas também a Nastacio. Ele, incrédulo, percebe que é castigado pelo suicídio que cometera naquela floresta, desvanecendo de amor pela amada que lhe negara o matrimónio; e ela por lho ter negado, por ter um coração de pedra, por lhe causado tamanha dor, embora no amor não possa haver algozes e vítimas.
A jovem é atacada continuamente, morta e profanada e ressurge com vida passados poucos minutos, recomeçando todo o massacre.  
Atordoado, pede a amada novamente em casamente, para com isso travar a maldição. Ela, até então na veemente convicção de não levar o casamento adiante, reconsidera e aceita enlaçar-se com degli Onesti. 
E lá diz o povo, se não vais lá a bem, vais lá a mal. 


domingo, 19 de janeiro de 2014

Achados - Moschino vintage bag #1

Já faz alguns anos que compro alguns artigos ou pelo ebay, ou pelo olx ou mesmo pelo coisas. Comprar nessas condições, ganha fôlego quando encontramos os verdadeiros achados. Peças vintage de qualidade, quero eu dizer. A última aquisição foi uma carteira Moschino, em pele, em estado perfeito. 


Amy Adams, ruivinha esperta.

A menina é bonitinha e tem uma daquelas elegâncias de mulheres de tez clara, muito imperiais. É raro ver-lhe algo pelo qual me apaixone. Ou escolhe os tediosos nude que pouco fazem por ela ou inventa de usar uns decotes género cai-cai que lhe ficam, sejamos honestas, mal. 
Quando vi o modelo seguinte, ia jurar que era Stella McCartney, mas não é, minhas senhoras. Trata-se de um Antonio Berardi lindo de morrer, sem brilhos, polido, bem ajustado ao corpinho e com uma cor fabulosa que foi lindamente com a sua pele de porcelana.  Styling também perfeito - cabelinho ruivo com apanhado clássico chic. E é assim que uma senhora se apresenta em ocasiões que requerem elegância ao extremo. 


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Dica de estilo - outfit by Christopher Kane #2


Não tem muito que saber e funciona sempre: jeans, slippers e camisa branca. Não há como errar. Aqui o toque especial são os jeans rasgados, mas se não for adepta deles, pode dispensá-los perfeitamente. Com uma carteira bonita, tem um outfit casual sem esforço. Agora com o frio, vista um blazer, um bomber jacket ou denim jacket e um sobretudo para se proteger - vestindo-se por camadas.  

Falabella

Tivesse eu dinheiro e não pensava duas vezes em comprar a Falabella faux brushed-leather bucket bag, de Stella McCartney




Color me


Dizem os especialistas que o rosa vai ser a cor forte para o tempo quente. Na verdade, há imensas tonalidades de rosa, desde o pálido, quase porcelana ao quase fluorescente. Para mulheres de pele leitosa, o mais indicado é um rosa bastante assumido, bem forte para criar um paradoxo entre a tez e a roupa. Há também mulheres de pele muito clara que optam por rosas pálidos, pastel. Não fica mal, mas esmorece a figura a menos que a maquilhagem esteja irrepreensível e acabe por dar a luz que falta, nomeadamente um bâton vermelho ou um eyeliner bem definido. 


As mulheres de tez trigueira ou negra devem optar pelos rosas mais delicados, embora não lhes seja proibido os tons mais fortes. A regra é mesmo criar ao seu gosto. Desde que se sinta bem, arrisque.


Looks monocromáticos, só me arrisco em preto, branco ou vermelho, mas há quem faça funcionar com o rosa. Bom senso e visual polido devem ter-se em conta, mas é possível criar visuais muito interessantes. 


Não possuo uma única peça rosa no meu guarda-roupa. Talvez me aventure por uma ou outra peça, mas mais como apontamentos de cor com jeans e parte de cima branca ou preta, nuns sapatos bonitos ou numa carteira.