segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Dica de maquilhagem # 1


Um duplo risco de eyeliner pode ser uma excelente ideia para uma cara de boneca. Para mulheres de pele clara e boa estrutura óssea, fica lindamente. O truque? Pele muito natural, com tom homogéneo (se tiver sardinhas, não as esconda), e maças do rosto bem marcadas. Use, para isso, um bronzer ligeiramente mais escuro do que o seu tom de pele e um blush em gel nas maças do rosto. Com o cabelo amarrado, como na imagem, ainda fica melhor. 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Peças-chave, segundo The Edit.


A publicação da Net-a-Porter é sempre de requintado gosto e é um bom almanaque para qualquer senhora que goste de estar informada sobre o que de melhor se vai fazendo na indústria da moda. Com a mudança das colecções, chega a necessidade de espreitarmos o que constitui bom investimento, quais as peças que funcionam sempre bem ou que possam tornar-se sôfregas aquisições. 



Vestido dourado ou com brocados, continua a ser um bom investimento. Sempre considerei preciosos, independentemente das tendências. 
A saia plissada representa um bom investimento, sempre. A mulher alta e esguia retira maior benefícios ao nível da silhueta com esta peça. Usar saia com elegância e decoro é um mandamento a reter, em qualquer altura. 


O vestido branco cai lindamente em qualquer tez, é leve, descontraído e intemporal. 


O casaco statement é uma das peças que a Edit contempla. Talvez seja o que menos sujeitaria a grande investimento. O Marc Jacobs da foto é encantador, mas daí a gastar uma pequena fortuna com ele... disso não tenho tantas certezas. 
Por outro lado, os pantsuit voltam à carga, mais femininos, menos andróginos e em padrões sóbrios.  


Vestidos com padrão floral não representam nenhum novidade nas estações quentes. Os mais tropicais ou tribais são ainda mais interessantes e são um bom foco de cor, mesmo para senhoras de pele alva. 



Culottes, para quem não sabe, são aqueles calções de comprimento considerável, larguinhos, que camuflam umas ancas mais avantajadas. 
O crop top é talvez o menos democrático por não poder ser usado ao desbarato, por qualquer pessoa. 


O jumpsuit é sempre um bom investimento para os dias quentes. Tem o condão de transformar um look em menos de nada e transfere sempre sofisticação. Quanto mais sóbrio melhor - ar mais dispendioso. 


Caras senhoras, o rancor deixa-nos velhas.


Jessica Chastain em The Help, de Tate Taylor. 
É bem sabido que as mulheres são mais rancorosas do que o sexo oposto. Talvez tal se deva ao facto de pensarem mais seriamente na vida, de fazerem planos a longo prazo mais detalhados, de carregarem o mundo às costas, com responsabilidades profissionais, familiares e sociais. A verdade é que tudo é exigido a uma senhora - que seja mãe, que seja recatada, esposa dedicada, profissional exímia, dona de casa por excelência, enfim uma maçada. 
Aos homens pede-se que usem das suas habilidades para serem bons profissionais, para gerarem lucros e pouco mais. Se é um estroina, é um doidivanas, um tolo jubiloso, nada que não estejamos habituados, não se quer prender, faz ele muito bem e outras frases feitas que se tornam sensaboronas de tanto mau uso. 
Se uma mulher gosta de si ao ponto de, não esquecendo a sensibilidade e bom senso, - que faço sempre questão de relembrar - não se sujeitar a demandas masculinas, a tolices de sogras, a berreiros de crianças mal acostumadas, a uma casa sob os seus comandos, mas onde não reina sozinha, já é uma tola, não se sabe o que a fulana quer da vida, uma desgraçada, perdida no mundo
Não há pachorra para tanta sensaboria portuguesa. Eu bem que me borrifo para essas exigências e vivo a vida da forma que entendo por mais proveitosa para mim. 
Nunca fui pessoa de grandes rancores. Vai de acontecer alguma ordinarice contra a minha pessoa, e sou capaz de explodir com parcimónia, pensar no assunto e afastar-me como manda o bom senso. O amor próprio manda lembranças a muita senhora, mas comigo não vai passear para longe. Talvez por isso, não seja dada a sentimentos pequenos, a rancores, a quezílias sem fundamento, onde não há algozes ou vítimas, apenas circunstâncias e pouco savoir faire da outra parte. Mas que haverá uma senhora de fazer? Envelhecer a matutar no assunto? Nâo me parece. Pois que tenho para mim o objectivo de envelhecer com sabedoria, muito fair play e boa disposição. Não há tempo para mesquinhez. Oitenta anos passam a correr e não me dou a canseiras dessas. 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A história de São Valentim, antes que comecem as histerias.

Cupido e Psique por François Gérard
O Dia de São Valentim não se comemora apenas porque apetece a uma resma de pessoas gastar mais do que aquilo que devia para causar uma boa impressão à afamada cara metade - o asco que esta expressão me causa! -, pois que a história remonta a um dia de jejum em homenagem a São Valentim, associando-se à expressão romântica apenas na Idade Média, talvez na necessidade de florear as mentes em época das trevas. 
Consta que o bispo Valentim terá lutado contra o austero imperador Cláudio II. O romano teria ousado proibir a celebração dos casamentos, na firme convicção de que não só em tempo de guerra não se limpam armas, como também não se pensa em dar o nó. Acreditava-se que os soldados combatessem melhor sob estas expeditas ordens, mantendo a cabeça focada apenas na batalha. 
Ora o bispo Valentim não lhe terá prestado cavaco e continuou a celebrar matrimónios. A insolência não lhe deu grandes frutos e bispo terá sido condenado à morte. Todo este romance em volta da figura de Valentim, vai de encontro também a uma parte da história que conta que, enquanto aguardava a sua execução, encarcerado, muitos enamorados lhe enviaram flores e bilhetes, como se se tratasse de um embaixador do amor. 

Diz a história, e ora vai de acreditar ou não - a mim bem que me cheira a mito - terá curado a filha do seu carcereiro da cegueira e consta que nutria grande apreço pela rapariga, para antes da execução lhe fazer chegar uma mensagem, assinada com um romântico, "... de seu Valentim, seu namorado". Se era de facto amante da donzela, não há como saber. Poderia ser apenas um amor platónico, que viu ganhar fulgor em nome de algum alento para o coração encarcerado. No dia 14 de Fevereiro fez-se cumprir a sentença e o bispo lá perdeu a cabeça, na capital italiana. 
Como em todas as histórias dos clérigos, o bispo foi considerado mártir, pela Igreja Católica.



St Valentine's morning por John Callcott Horsley
14 de Fevereiro marca também a véspera de lupercais, festas anuais celebradas na Roma antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimônio) e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.



Zara - colecção Primavera/Verão 2014

A gigante espanhola está melhor, já aqui havia escrito. Tem peças irrepreensíveis, mas também as tem que são verdadeiras decepções. Resta-nos saber escolher e muito bom-senso para não perdermos uns bons euros em roupa de parda aparência. Do que tenho visto, para além dos acessórios que coloquei por aqui, gostei de algumas peças e calçado. A ver vamos se valem mesmo uma ida à loja. 







segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

La Vie d´Adèle ou a melhor história de amor do cinema.


De Abdellatif Kechiche, o filme é uma pura obra de arte contemporânea. Cru, realista, íntimo e doloroso.  Léa Seydoux, em entrevista, confidenciou que não se trata de uma história de amor lésbico. Trata-se pois, talvez, da mais bela história de paixão que o cinema viu nos últimos anos.
Os planos são maravilhosos e a beleza natural dos intervenientes torna o filme rico, quase místico. Adèle Exarchopoulos parece ter nascido dentro dele e crescido sob a influência da sua riqueza. Depois de Summer, de Kenneth Glenaan, talvez não veja um filme tão precisoso como La Vie d'Adèle por um longo período de tempo, até que, divaguemos, por inspiração divina, algum mestre da sétima arte destrone Hollywood e todo o seu colosso fatigante com uma simplicidade bucólica. 




Sempre a deixar o de hoje para amanhã.

Tantas certezas tenho das minhas virtudes como dos meus defeitos mais profundos. Um deles é a mania desesperante e cansativa de colocar em segundo lugar as coisas importantes, aquela burocracia de gaveta. Chateiam-me por demais essas questões. Claro que ninguém gosta, como é óbvio, mas eu nasci com um gene qualquer que me dificulta a agilidade para resolver certos assuntos. A ver vamos se consigo alterar essa maçada e colocar as ideias em ordem.